Parlamento Europeu obrigou Durão Barroso a retirar proposta de equipa de Comissários |
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Face a um cenário de rejeição iminente pelo Parlamento
Europeu do novo Colégio de membros da Comissão Europeia, o
seu Presidente indigitado, Durão Barroso, foi obrigado esta semana a
recuar e a não submeter a votação os nomes que havia
avançado para a sua equipa. "As instituições funcionaram e o
Parlamento Europeu respondeu aquilo que tinha a responder perante a
Comissão que estava a ser apresentada", comentou o Presidente
da Delegação
Portuguesa do Grupo do PSE, António
Costa, após o anúncio da decisão de Barroso. "O
Presidente indigitado da Comissão Europeia respondeu positivamente ao
nosso apelo de fazer o necessário para ter uma Comissão forte, com o
apoio do Parlamento Europeu e não apenas dos governos representados no
Conselho", acrescentou o eurodeputado. Na opinião de António
Costa, a solução apresentada acabou por constituir "um passo
certo na direcção certa", dado que "teria sido muito pior
para a Europa" uma "derrota ou uma vitória de pirro" de
Durão Barroso. |
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Barroso ao encontro das exigências dos eurodeputados |
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Já durante o debate em plenário sobre a votação do grupo de
Comissários indigitados, o líder dos Socialistas portugueses no PE,
António Costa, havia sublinhado a necessidade de o
Presidente nomeado da Comissão "proceder às alterações
necessárias nas próximas 24 horas para ter uma Comissão forte, com o
apoio do Parlamento". António Costa declarou, no hemiciclo de
Estrasburgo: "Votei, em Julho, a favor da sua investidura. Lamento,
por isso, a dificuldade em que nos encontramos para investir a Comissão
que nos propõe. Julga que a sua força advém deste braço de ferro com o
Parlamento. Está enganado! A questão não é só a votação de amanhã. É a
base política com que parte para os próximos 5 anos. Acha que lhe basta
o apoio do Conselho. Está enganado! Veja como o abandonaram à sua sorte.
A sua força, a força da Comissão advém da dupla confiança do Conselho e
do Parlamento. Sem o apoio sólido do Parlamento, a sua Comissão será
sempre fraca. Nas próximas 24 horas pode fazer o que deve fazer para
obter o apoio sólido que qualquer Comissão deve ter. Se não aproveitar
esta oportunidade, não se vitimize, nem dramatize, a eventual rejeição
da Comissão. Interprete essa rejeição, não como uma derrota pessoal, mas
como um mandato claro para obter do Conselho uma nova Comissão que
mereça o apoio do Parlamento Europeu. A escolha é sua. Tem de saber se
quer o apoio do Parlamento, ou se aceita manter-se refém das indicações
de alguns Estados-membros, em particular do governo italiano. Escolha
bem, que nós votaremos bem!". |
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Eurodeputados socialistas pedem decisão favorável à abertura de negociações de adesão da Turquia |
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Audição Pública sobre Directiva europeia que poderá pôr fim ao monopólio do fabrico e comercialização de peças automóveis |
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As consequências para o mercado português da adopção de uma Directiva
que visa pôr termo ao monopólio dos construtores automóveis em matéria
de fabrico e comercialização de peças será o tema central da Audição que
a Delegação
Portuguesa do Grupo do PSE promove em Lisboa, na próxima Terça-feira
(dia 2 de Novembro), por iniciativa do Deputado António
Costa. O evento irá ter lugar nas instalações do PE em
Portugal (sitas ao Largo Jean Monnet, 1º, 6º), a partir das 15h00, e
contará com a participação de representantes dos sectores do
fabrico e comércio de peças, dos seguros e ainda de sindicatos e
associações de consumidores. A Directiva em causa - cuja proposta está
actualmente a ser discutida e votada na Comissão do
Mercado Interno do PE, da qual é membro António Costa - irá
permitir a quaisquer empresas independentes o fabrico de peças
sobresselentes, alteração que poderá ter um impacto considerável no
tecido económico e social português, quer pela importância que o sector
automóvel representa para a economia nacional, quer pelos previsíveis
efeitos de uma medida deste tipo junto dos consumidores. A título de
exemplo, refira-se que a Comissão Europeia
estima que a aplicação do diploma venha a implicar uma descida dos
preços finais ao consumidor entre os 6,4% e os 10,3%, bem como a afectar
os próprios prémios de seguros, em virtude da redução dos custos de
reparação de veículos sinistrados. |
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Edite Estrela defende novas medidas contra a exclusão social das mulheres |
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No âmbito de uma pergunta oral à Comissão Europeia
sobre "As Mulheres e a Pobreza", ontem debatida na Sessão
Plenária do PE, a Deputada Edite
Estrela exigiu a adopção de medidas específicas à escala
europeia que permitam o combate
à exclusão social feminina, com o recurso a instrumentos como a Estratégia
de Lisboa, "que deve ser objecto de uma leitura actualizada na
perspectiva dos géneros e aplicada mais eficazmente no combate à
pobreza". A eurodeputada lembrou
problemas como os baixos salários auferidos por muitas mulheres e as
elevadas taxas de desemprego feminino para reclamar "maior justiça e
solidariedade" da Europa, sobretudo para com as mulheres que
enfrentam situações económicas mais difíceis. "Não podemos ignorar
que são as mulheres mais carenciadas quem mais sofre as consequências de
problemas como o aborto clandestino", pagando "com a saúde e
mesmo com a vida as leis iníquas que as impedem de recorrer à
Interrupção Voluntária da Gravidez em condições de higiene e
segurança", lembrou a socialista portuguesa. "É o que acontece
na Irlanda, na Polónia e em Portugal, mas até quando vamos consentir que
isto se passe?", questionou. A Vice-Presidente da Comissão dos
Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros do PE aproveitou ainda
a oportunidade do debate em plenário para lançar duras críticas ao
Comissário até esta semana indigitado para a pasta da Justiça e Assuntos
Internos, Rocco Buttiglione. Referindo-se às mães de famílias
monoparentais em situação de pobreza, "que o Sr. Buttiglione decidiu
insultar", Edite Estrela sublinhou: "o que aconteceu ontem
no PE" - a não votação da equipa proposta por Durão Barroso -
representou também "uma espécie de desforra das mulheres do mundo
inteiro que foram humilhadas e ofendidas" pelas declarações do
candidato a Comissário. |
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* É hoje assinado em Roma, pelos Chefes de Estado e de Governo da
União, o Tratado que estabelece uma Constituição para a
Europa. Consulte o dossiê que lhe preparamos sobre a nova
Constituição Europeia na nossa página
da Internet.
* O Deputado Emanuel
Jardim Fernandes foi esta semana eleito coordenador de um
novo grupo de trabalho informal do Parlamento
Europeu exclusivamente dedicado à temática das Regiões
Ultraperiféricas (RUPs). O objectivo do grupo, segundo o
eurodeputado socialista, é criar condições para defender junto das
instâncias europeias os interesses das RUPs e contribuir para uma
adequada implementação das prioridades europeias neste domínio. Na
primeira reunião que realizaram, os eurodeputados provenientes dos
departamentos franceses ultramarinos, das Canárias, dos Açores e da
Madeira mantiveram uma discussão com o ainda Comissário do Desenvolvimento
Regional e indigitado para a pasta dos Transportes no futuro elenco
da Comissão Europeia, Jacques Barrot.
* A Deputada Edite
Estrela será a responsável do Grupo
do PSE pelo acompanhamento das discussões que irão ter lugar na Comissão
de Ambiente do Parlamento Europeu sobre a revisão do Programa de
Acção Comunitária no domínio da Protecção Civil. Este importante
instrumento, criado em 2000, destina-se a apoiar e a complementar os
esforços dos Estados-Membros
quanto à protecção de pessoas, bens e ambiente, na eventualidade de um
desastre natural ou tecnológico. O Programa pretende ainda promover e
facilitar a cooperação, a troca de experiências e a assistência mútua
entre países da UE
nesta área. |
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