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  :: 11 de Dezembro de 2007 ::
  Sessão Plenária - Segunda Cimeira UE-África (Lisboa, 8 e 9 de Dezembro de 2007)
 

 

A Cimeira UE-África fez-se graças à persistência diplomática e política da Presidência portuguesa. A Europa ecoou o sucesso, mas é duvidoso que África o faça, em especial a dos homens e mulheres que lutam contra regimes opressivos e cleptómanos. Eles sabem que a maior parte dos seus representantes têm tanta intenção de respeitar aquilo a que se obrigaram na Cimeira como legitimidade: nenhuma. Testar desde já a Estratégia Conjunta e o Plano de Acção aprovados está nas mãos da Presidência portuguesa.

E já que as mais graves tragédias que a África defronta no Darfur e na Somália só superficialmente foram evocadas na Cimeira, cabe passar a medidas práticas. Para quando o avanço de forças europeias para o Chade, prometidas para o Verão passado? Para quando a acção enérgica da UE contra o regime sudanês que obstrui a força híbrida mandatada pelo Conselho de Segurança para proteger a população civil no Darfur? Para quando o envio de tropas ou outras contribuições europeias para fazer retirar da Somália as tropas invasoras da Etiópia, segundo decidiu o Conselho de Segurança?

A organização de cimeiras não justifica que se deixem para trás tão interpelantes urgências, que põem em causa a credibilidade da UE perante milhões de africanos e de europeus. É preciso demonstrar que a protecção de vidas no Sudão, na Somália, no Leste do Congo e noutros países em África conta mais do que a assinatura de contratos nas tendas do criminoso Kadhafi.